Feeds:
Posts
Comentários

Feliz 1234567890

Quem estiver um pouco mais curioso pode ver aqui : http://pdvel.com/happy1234567890/

ou aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Unix_time

Redundância

Viagem

 

(foto de Rita S.)

O que é maravilhoso numa viagem rumo ao desconhecido é que ele existe e nós vamos para lá.

 
(foto de Rita S.)

a gente vai continuar…

Há uma diferença fundamental entre consumir-se e investir.
Numa delas o ganho é nulo.

O meu lugar favorito fica naquele momento em que te abraço,
de surpresa,
atrás de ti,
naquele cantinho do teu pescoço,
onde sorris.

Sailing

Sailing

After having loved we lie close together
and at the same time with distance between us
like two sailing ships that enjoy so intensely
their own lines in the dark water they divide
that their hulls
are almost splitting from sheer delight
while racing, out in the blue
under sails which the night wind fills
with flowerscented air and moonlight
- without one of them ever trying
to outsail the other
and without the distance between them
lessening or growing at all.
But there are other nights, where we drift
like two brightly illuminated luxury liners
lying side by side
with the engines shut off, under a strange constellation
and without a single passenger on board:
On each deck a violin orchestra is playing
in honor of the luminous waves.
And the sea is full of old tired ships
which we have sunk in our attempt to reach each other…

Henrik Nordbrandt

Estava a precisar de ser feliz

Deixo aqui um ponto de interrogação a marcar o fim.

A resposta, nunca a ouvi. Por isso pergunto-me. E respondo-me.

- Estou quase triste
Então porquê?
- Porque quando começa a ficar escuro sei que depois vou estar triste.
Mas ainda não está escuro.
- Pois não, mas vai ficar.

Verão

a brisa quente
abre porta sem trinco
faz de mim ladrão

(ainda) à espera de ser visto aqui

Solidão

quartos de hora
onde vivo agora
chuva constante

a ver, aqui

tu em Sirius
o sorriso chega-me
oito anos-luz

para ver, aqui

O meu nome

Como te chamas?
- Não sei. Vivi sempre sózinho.

——Ensaio para uma curta-metragem – 5 a 7 min (storyboard sem imagens)

Personagem principal, nitidamente nos 30, modo de vestir causal (streetwear) sem grandes traços distintivos, um pouco descuidado, barba de 3 dias.

Cena inicial num escritório, movimento de pessoas, o personagem principal atende um telefonema, recebe um documento colocado na secretária por uma colega que demora um pouco o olhar, sem ser retribuído ou notado sequer. gestos quase indiferentes para um colega na secretária em frente.

Saída para uma rua agitada (ruído citadino), coloca o leitor de MP3 e auscultadores (Radiohead, Talking Heads, algo moderno e alternativo). Entrada no metro.

Em casa, sóbria em mobília, obviamente IKEA, algo desarrumada, mas não desleixada, jornais, revistas, CD’s, um livro (um clássico) sobre a mesa da sala. Essencial ter planos que revelem a ausência de outras pessoas na casa. Planos de estantes, mesa de cabeceira – sem fotografias. Casa de banho só com um copo e artigos exclusivamente masculinos.
Sons : no interior da casa, o silêncio entrecortado por sons secos tipo chaves na mesa, um toque numa cadeira. Ruídos de fundo dos vizinhos.

O telemóvel toca. Atende, “Sim? (pausa) Hmm, quando? (pausa) OK (pausa) OK, ciao”

Num bar, iluminação fraca, música lounge.
Em pé, encostado ao balcão, uma bebida em frente, olha o relógio.
Surge uma rapariga, ar simpático, bonita, que lhe pergunta:

“Como te chamas?”
- Não sei, vivi sempre sózinho

(ainda) sem título

Andava de um lado para ao outro, sem se decidir.
Com inquietação, ponderava prós e contras.
Nunca soube bem porque acabou por pegar no telefone.
Os toques pareciam suceder-se sem fim.
Num momento apenas, tanto silêncio, até que
Estou?
“Desculpa…foi um engano”

Haiku

na poça de luz
aranha cai em seda
a casa velha

ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão, por isso

a poça de luz
aranha cai em seda
na minha ruína

Mensagens Antigas »