Ao fim da tarde, um casal num carro, com alguns sacos de viagem no banco de trás.
Estrada pouco movimentada. Verde, verde e mais verde. Casas espaçadas. Bucolismo.
Passagem de planos entre a paisagem e os ocupantes que permanecem silenciosos. Ocasionalmente, um olha para o outro, mas nunca os olhares se cruzam.
(nota : plano(s) demorado(s), no início a paisagem, para o fim ênfase nos rostos e olhares, interrogativos, expectantes do casal – tensão silenciosa, apenas sinais)
O condutor diz “Sabes no que estou a pensar?”
Ela, silenciosa, apenas com um olhar de interrogação perante a pergunta.
“Se souberes diz-me, porque eu não sei”