“Como te chamas?“
- Não sei. Vivi sempre sózinho.
——Ensaio para uma curta-metragem – 5 a 7 min (storyboard sem imagens)
Personagem principal, nitidamente nos 30, modo de vestir causal (streetwear) sem grandes traços distintivos, um pouco descuidado, barba de 3 dias.
Cena inicial num escritório, movimento de pessoas, o personagem principal atende um telefonema, recebe um documento colocado na secretária por uma colega que demora um pouco o olhar, sem ser retribuído ou notado sequer. gestos quase indiferentes para um colega na secretária em frente.
Saída para uma rua agitada (ruído citadino), coloca o leitor de MP3 e auscultadores (Radiohead, Talking Heads, algo moderno e alternativo). Entrada no metro.
Em casa, sóbria em mobília, obviamente IKEA, algo desarrumada, mas não desleixada, jornais, revistas, CD’s, um livro (um clássico) sobre a mesa da sala. Essencial ter planos que revelem a ausência de outras pessoas na casa. Planos de estantes, mesa de cabeceira – sem fotografias. Casa de banho só com um copo e artigos exclusivamente masculinos.
Sons : no interior da casa, o silêncio entrecortado por sons secos tipo chaves na mesa, um toque numa cadeira. Ruídos de fundo dos vizinhos.
O telemóvel toca. Atende, “Sim? (pausa) Hmm, quando? (pausa) OK (pausa) OK, ciao”
Num bar, iluminação fraca, música lounge.
Em pé, encostado ao balcão, uma bebida em frente, olha o relógio.
Surge uma rapariga, ar simpático, bonita, que lhe pergunta:
“Como te chamas?”
- Não sei, vivi sempre sózinho